Carioca Malandro X Curitibano Neurótico

Não aceito ser e nem me considero um típico curitibano, mas quando saio da minha “zona de conforto” fica evidente a minha estranha criação, fica difícil negar. Não gosto de falar com estranhos, desconfio de todos, analiso de longe e desconfio, analiso de perto e julgo, analiso e rotulo, as vezes rotulo sem analisar, preconceito? Talvez.

O problema é que do carioca taxista ao carioca designer, todos parecem o Reginaldo Rossi mesclado com o Bezerra da Silva. Quando pequenos a mãe brada: sejes malandro filho, sejes malandro. E eles realmente acham que são espertos, dando a impressão que se você deixar eles lhe levam a cueca.

A Globo tem culpa nisso, as novelas inflaram os cariocas.

Vamos fazer um exercício de troca de papéis, mas tem que imaginar longe, vamos lá. Imaginem a RPC (meu deus) fazendo uma novela de alcance nacional. A cena se passa no Barigui, o céu é cinza, melancólico e a neblina cobre tudo, chega, não dá.

A manhã do carioca é invejável, calor de 25° as 8hs da manhã, as pessoas saem felizes de casa para passear com os cachorros antes do trabalho, praia por todo lado, ciclovias e corpos sarados. Malditos malandros.

post do Paulo

3 Respostas para “Carioca Malandro X Curitibano Neurótico”


  1. 1 Leandro Setembro 12, 2008 às 1:29 pm

    Ah sim!

    Uma novela da RPC…

    CENA 01:
    O céu é cinza, melancólico.
    Os chihuahuas das madames mal-humoradas defecam no petit-pavé acidentado.
    Senhores decadentes e cambaleantes rolam das ladeiras no centro histórico.
    E, por fim, o estereótipo do curitibano sarado, de sunga azul petróleo e… muito óleo pelo corpo, empurra (pois raramente pedala) seu meio de transporte pelo calçadão…

  2. 2 Kods Setembro 12, 2008 às 1:44 pm

    CENA 02:
    O protagonista custa a levantar da cama ao ver que nenhum raio de sol adentra sua janela embaçada.

    Entra no elevador onde mais 4 moradores com rostos fechados… silêncio. Um deles: – Acho que vai chover hoje… silêncio.

    Chega ao ponto de ônibus abarrotado. Uma gentil senhora desconhecida e provavelmente interiorana cumprimenta à todos: – Bom dia! … silêncio.

    No trabalho o protagonista ousa em voz alta: – Bom dia! … grunhidos .. tosses e … silêncio …

    (o protagonista não sou eu… mas poderia ser)

  3. 3 Analu Setembro 18, 2008 às 9:26 pm

    Eles só tiveram sorte na posição geográfica…


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