Chego em casa, ligo a TV e a NET mais uma vez “contempla” seus assinantes básicos (ou seja, eu) com uma semana “grátis” de todos os canais TELECINE. Ueba! Uma semana com cinco canais de cinema 24 horas? Tá pra mim! Na verdade 4 canais, pois inserido na minha ignorância blockbusteriana, achava que só prestavam o ó do PREMIUM, o bum do ACTION, o há do LIGHT e a sessão da tarde do PIPOCA.
E subo os canais, paro em um, volto para outro, terminam os filmes, começam outros e nada que preste. Só pode ser sacanagem. Eles liberam os canais e nada de bom em quase cinco horas em 4 canais? Meu dedo escorrega no botão e lá está o último deles. Aquele que eu não dava nada, o tal do CULT. Há, e dou de cara com meu velho amigo Marty McFly. De Volta para o Futuro 1? Ah, é aqui mesmo. Me aconcheguei e logo depois outra ótima surpresa: O Enigma da Pirâmide. No outro dia uma melhor ainda! O Feitiço de Áquila. Bastou! É por aqui que eu fico.
Nova noite, primeiro canal? CULT!! Yeah!! (fazendo sinal de Rock’n Roll com os dentes cerrados!!).
Ótima e definitiva surpresa valendo todos os dias “grátis” dos 5 canais de filmes: Lady Vingança (Chinjeolhan geumjassi, 2005), do agora aclamado diretor coreano Park-Chan Wook. Considerado o Tarantino coreano… nem a pau Juvenal. Park-Chan Wook pode ter uma narrativa desconjunta e tons de humor negro e só. Sua visão da violência estilizadamente real (vishhh) fogem do nosso caricatural engraçado sanguinário amigo Quentin.
Este filme fecha a Trilogia da Vingança, iniciado com Sympathy for Mr. Vengeance (2002) seguido de Oldboy (2003). Para mim falta o primeiro que estou tratando de “providenciar”. Comparando à Oldboy temos como conexão o conceito da vingança e o trabalho visionário do diretor, que enche de detalhes, inclusive gráficos, desde o primeiro instante, passando pelos créditos iniciais até as finais. Vale assistir 2 ou 3 vezes para não deixar passar nada.
Não contarei a trama para não perder a graça, porque é aí que você… é você mesmo que não se surpreende com reviravoltas, vai tremer na base… mas uma tremida saborosa e angustiante ao mesmo tempo. Só preste atenção no momento em que a protagonista é apresentada à sua arma… é hilário.
post do Kodama
